<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-36367276</id><updated>2011-04-22T00:39:33.633-03:00</updated><title type='text'>Manupausa</title><subtitle type='html'>Para mulheres inteligentes que têm ou não medo da menopausa</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://manutem23.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36367276/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://manutem23.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Manu</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://i122.photobucket.com/albums/o249/emanuellla/manuporvania-1.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>1</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36367276.post-116196872264002663</id><published>2006-10-27T13:52:00.000-03:00</published><updated>2006-10-27T16:40:18.990-03:00</updated><title type='text'>A moça de traços fortes</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;strong style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;N 1&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a style="font-weight: bold;" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://i122.photobucket.com/albums/o249/emanuellla/vaniabocao.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://i122.photobucket.com/albums/o249/emanuellla/vaniabocao.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;strong&gt;Estudante de Jornalismo da Facom, Vânia Medeiros tem uma câmera Zenit que me emprestou há um ano atrás. Ainda não revelei o filme, mas a julgar por suas fotografias e supondo que o mérito não seja apenas da fotógrafa, minhas chapas devem estar boas. Também desenha, pinta, cola, ilustra e rabisca folhas de papel de pão, mas confessa ter ciúme de vender seus quadros. Por causa deles, surgiu a idéia desta entrevista.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;M: Notei que&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt; você pinta normalmente rostos, em cores quentes e traços que lembram o impressionismo. Alguma influência?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;V:&lt;/strong&gt;Eu acho influência uma palavra meio chata. Eu prefiro confluência, porque geralmente a gente faz a coisa (a gente não: eu, né, porque cada um tem um processo) de maneira intuitiva mesmo, livre, pra ficar do meu gosto, do jeito que me agrada, e ai depois é que eu vou parar pra pensar sobre aquilo: "mmm, isso parece um pouco fulano, vou usar as cores assim por que eu quero esse efeito, essa profundidade, eu faço colagem assim por que eu gosto desse contraste etc". Isso de influência me parece uma c&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://i122.photobucket.com/albums/o249/emanuellla/vaniarostos.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://i122.photobucket.com/albums/o249/emanuellla/vaniarostos.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;oisa que precede o fazer, e não é assim. Quanto às confluências, ou seja, as “criaturas” que se usam de algumas linguagens plásticas que eu também tento usar, que inventaram formas de fazer mais ou menos parecidos com as minhas, com as que eu busco e, por isso, eu tenho como referências, eu poderia citar um monte. Alguns deles, assim de cara, podem parecer que não têm nada a ver com meus desenhos, alguns são por coisas que eu quero muito fazer e ainda não tive oportunidade, ainda não consegui. Tem Picasso (que é o primeirão que eu gostei, o favoritão, digamos), Frida Kahlo (Frida é orgasmos múltiplos), Rivera, Beatriz Milhares, Hundertwasser, Egon Schiele, Toulouse-Lautrec, Calasans Neto, Antônio Berni (principalmente as colagens dele, um argentino), Antoni Tapiés, Roy Lichtenstein, Tarsila do Amaral, Käthe Kollwitz (uma gravadora alemã incrível), xilogravuras nordestinas, artesanato de uma maneira geral, arte africana, arte pré-colombiana (aquelas esculturas)... Recentemente há um cara, um argentino chamado Sérgio Lamanna, que eu pirei, que faz uns bonecos de papel articulados... Há uma ilustradora húngara chamada Irisz Agocs, tem Alê Abreu, ilustrador paulista que me deixa de cara. Daqui de Salvador, mais recentemente eu tenho viajado bastante no trabalho de Igor Souza, ilustrador e cenógrafo, tem muita coisa que eu vejo na internet, os fotologs e os flickrs da vida, coisa muito, muito boa... Eu vou acabar enchendo o saco dos seus leitores, então vou parar por aqui, mas a lista é infinita.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://i122.photobucket.com/albums/o249/emanuellla/vaniamae.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://i122.photobucket.com/albums/o249/emanuellla/vaniamae.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;M: A algum tempo, antes da sua temporada de inverno na Argentina, você me confessou o desejo de pintar nus. Viu algum homem nu em Buenos Aires?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;V:&lt;/strong&gt; Olhe, en vivo, não. O que é uma pena, por que eles são lindos. Mas estavam todos tão cobertos naquele frio... Pena. Mas minha vontade de pintar nus, argentinos ou não, continua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;M: Eu suponho que tenha visitado muitos museus lá em Buenos Aires...&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;V:&lt;/strong&gt; Sim, visitei muita coisa lá. Acho que Buenos Aires é um lugar bacana pra quem gosta de museus, centros culturais. Há muita coisa bacanérrima. Eu dei sorte que, enquanto eu estava lá, tava rolando um festival enorme de fotografia, o Festival de la Luz, com exposição em vários lugares da ci&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://i122.photobucket.com/albums/o249/emanuellla/vaniacorpo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://i122.photobucket.com/albums/o249/emanuellla/vaniacorpo.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;dade. Então eu vi coisa legal do mundo inteiro, vi aquele fotógrafo cego Evgen Bavcar, que é uma figura muito intrigante. E, é claro, o Malba (Museu de Arte Latino Americana de Buenos Aires) que é o máximo, enorme, com um acervo maravilhoso: Picasso, Pollock, Tarsila, Berni, Helio Oiticica. Estava tendo Roy Lichtenstein lá, exposição dos esboços dele, imagine, coisa interessantíssima. Vi uma de Frida Kahlo e Diego Rivera no Centro Cultural Borges. Era um sonho eu ver Frida... Buenos Aires é um lugar bacana pra artes visuais em geral. Os porteños são super culturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;M: A psiquiatra Nise da Silveira organizava na década de 40 ateliês de pintura e de modelagem da Seção de Terapêutica Ocupacional do Centro Psiquiátrico Pedro II (Rio de Janeiro), incentivando os internos a se expressarem através da arte, numa tentativa de se estudar o mundo interior dos doentes mentais. Os ateliês deram origem, posteriormente, ao Museu de Imagens do Inconsciente, também no Rio. Há também expoentes como Magritte, Dali e a própria Frida, que expunham suas maluquices no pós Manifesto Surrealista de André Breton. Você também se julga uma doida que pinta quadros?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;V:&lt;/strong&gt; Eu sou muito careta ainda, mas um dia eu chego lá. O cara que eu mais admiro no mundo é Tom Zé, que pra mim é a expressão da loucura criativa, criadora, positiva. Aquilo de Nise é o máximo, eu fui ver a exposição lá no Centro de Convivência, aquelas mandalas. Não é fantástico?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;M: Não sei, não fui ver. Era pra ter ido, mas só fiz um daqueles &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;releases preguiçoso de assessor de comunicação lá no meu trabalho...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;V:&lt;/strong&gt; Fantástico o trabalho dela. Acho que todo trabalho criativo de alguma forma se aproxima da loucura, porque é uma saída do real, é materializar algo novo, que não existe, é tirar o pé do real, é sempre meio que ter um abismo à frente... bah, enfim.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;M: Alguém já arrematou algum quadro seu? Você pensa em expor novamente?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;V:&lt;/strong&gt; Então, eu já expus, daquele jeito formal, quadros na parede e tal, no Teatro Vila Velha ano passado. Foi muito legal, vendi os quadros (todos para a mesma pessoa até). Aparecem umas figuras querendo comprar. Mas não acontece muito, na verdade verdadeira eu fico meio que com ciúme de vender minhas coisas, os originais mesmo, eu acho que nem venderia. Participei de algumas publicações em jornal aqui em Salvador (o Dez! e o Cultural do A Tarde) e tenho umas coisas na internet. A &lt;a href="http://galeriadeartevirtual.com"&gt;Galeria Virtual &lt;/a&gt;que eu aconselho seus leitores a visitarem não só pela minha, mas pelas outras mostras que há lá, é super bonitinha, bem bolada. Há outros projetos ai, tem uma Revista de literatura feminina de Minas que me chamou pra participar, tem o livro de Gina Leite [fotógrafa baiana]. Tô curtindo agora pintar telas grandes, em óleo, o que é uma coisa nova pra mim. Tá sendo uma delícia, pintar é uma delícia, ficar lambuzando tinta colorida. Penso em expor essas telas, mas ainda não sei direito como nem onde. Vou ver se batalho ai um lugar pra expor essas coisas. Mas o futuro a Jah pertence, você sabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;M: Pois é, me lembro do seu coquetel no Vila. A gente ficou trancado do lado de fora sem poder ver os quadros, pois já estava tarde pra caram&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;ba. Mas felizmente eles deixaram entrar pelo corredor lateral.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;V:&lt;/strong&gt; Pois é, não era um coquetel, ninguém disse que era. Nós (eu e meus companheiros expositores João Milet Meirelles e Ingrid Klinkby, fotógrafos) chamamos alguns amigos mais próximos pra ver a estréia da exposição, foi isso. Só que não lembramos que antes da peça começar no Vila eles fecham o corredor, justamente o lugar onde estava a exposição. Dai ficou todo mundo sem poder ver naquela hora. Marinheiros de primeira viajem... Foi bem produção independente, a gente fez tudo, desde comprar as coisas até montar mesmo, pegar escada, pendurar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;M: Agora, me diz uma coisa... Com Albino [Rubim, professor da Facom, amigo e orientador de Vânia em grupo de pesquisa] cotado para a Secretaria da Cultura, vai rolar algum cabide de emprego no ano que vem?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;V:&lt;/strong&gt; Não faço a menor idéia do que ele seria como secretário, mas acho o Albino um cara muito sério, competente no que faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;M: Você está desconversando, mas tudo bem. Vamos mudar de assunto... Você conhece a menopausa? Tem medo dela?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;V:&lt;/strong&gt; Minha mãe já teve menopausa, ela falava de uns calores... Medo eu não tenho não. Acho que vou ser uma coroa hari-bô, tranqüilona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vânia Medeiros&lt;br /&gt;3342-8067 / 8859-2337&lt;br /&gt;http://www.flickr.com/photos/vania_medeiros&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36367276-116196872264002663?l=manutem23.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://manutem23.blogspot.com/feeds/116196872264002663/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36367276&amp;postID=116196872264002663&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36367276/posts/default/116196872264002663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36367276/posts/default/116196872264002663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://manutem23.blogspot.com/2006/10/moa-de-traos-fortes.html' title='A moça de traços fortes'/><author><name>Manu</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://i122.photobucket.com/albums/o249/emanuellla/manuporvania-1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
